quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Viagem dos Sonhos

Olá, pessoal.

Hoje vou narrar uma viagem fantástica que fizemos entre sexta-feira e domingo passados. A comitiva era completa: Eu e a Dany; João Ivan, Rose e Gabriel; Paulo, Gislene e Julinha, além de Mariana, que é uma prima da Julia. Saímos daqui, eu, Dany, Paulo e Cia, e nos encontramos com João e sua turma numa cidadezinha chamada São Lourenço do Sul, que fica à margem da Lagoa dos Patos e tem pretensões em se transformar em um "resort".

Na tarde em que chegamos lá, um vento terrível (não sei se o minuano) não permitia que os cabelos ficassem penteados (sobretudo o meu, que gosto no devido lugar). À noite fomos a um restaurante que servia uma picanha "muito jóia", além de outros pratos da escolha de cada um.

Na manhã seguinte partimos para o desejado destino, que era Rio Branco, no Uruguai.

De São Lourenço do Sul até Rio Branco são pouco mais de 200 km de retas infinitas, cortando morros no horizonte, cercadas pela paisagem típica do pampa – planícies com tapetes de soja e arroz, gado e ovelhas.

Jaguarão marca o final do Brasil, ao se atravessar o rio de mesmo nome, por uma ponte antiga, que destoa do acanhamento de Jaguarão (lado brasileiro) e Rio Branco (lado uruguaio). Mesmo já tendo vivido dias melhores, ela ainda mantém um pouco da imponência, e muito do charme.

Valendo lembrar que é uma ponte não muito jovem e que eu, com toda economia, lhe dou uns 100 anos.

Rio Branco tem uma rua esburacada onde ficam as lojas Duty Free, para encanto das mulheres, passamos o dia ali, com o pessoal a pesquisar todas as lojas disponíveis. O João comprou um aparelho receptor que tem por objeto sintonizar todos os canais de satélite e sem a conta mensal para pagar. Esto esperando que ele instale e diga que está tudo bem para que eu me arrisque a investir os U$ 250.

Os restaurantes - tipicamente abagunçados - tinham filas de fazer inveja ao INSS. Por fim, e lá pelas 14:00h, conseguimos uma mesa num restaurante com aspecto de gambiarra e o garçom trouxe o cardápio: tudo que se pedia tinha mas acabou. O João Ivan, percebendo a inutilidade de continuar a ler o cardápio, perguntou ao garçom o que ele, de fato, tinha disponível, ao que respondeu: entrecot e bife à milanesa. Optamos pelo bife à milanesa e, para nossa surpresa, veio um bife pouco mais grosso que um papel e ficamos "mensalmente satisfeitos".

Na hora de voltar foi que a Dany descobriu, curiosamente, que estava sem a sua habilitação (havia ficado no bolso da calça no hotel em São Lourenço). Quero lembrar que quando chegamos na ponte da divisa, os postos policiais de ambos os países estavam alvoraçados, parando carros e exigindo documentos. Essa foi a razão pela qual a Dany teve que pedir ao João para conduzir o carro na volta, e, na hora de passar na ponte, qual a surpresa: não havia um policial nem para remédio. Eu gostaria de ter tirado fotos de Rio Branco para serem exibidas para aqueles que falam mal do Brasil, mas só conseguimos umas da ponte, que seguem abaixo.




Assim sendo, ficam vocês todos convidados para o próximo passeio em Rio Branco, no Uruguai.

Dirigir no Rio Grande do Sul, na região dos Pampas, exige pouco trabalho ao volante, pois as retas são intermináveis. De São Lourenço do Sul até Porto Alegre (cerca de 200 km), o João Ivan sugeriu que a formação dos carros na pista deveria ser com ele na frente (porque o pálio dele não é exatamente uma ferrari), seguido do Paulo (que guiava o scenic), e por fim nós. Quero lembrar que a Dany ficou meio contrariada porque os carros da frente não ultrapassavam 110 km/h, e para ela isso não é velocidade nem nada.

Nota: A temperatura hoje está 14º e a Dany teve a idéia de acender a lareira. Por acaso, estou bem pertinho dela esquentando as canelas. Até mais.
:)

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